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Beraca promove oficinas sobre cooperativismo no Pará

Comunidades de Abaetetuba e Bragança recebem orientações para administrar e encaminhar suas cooperativas.

  • Beraca promove oficinas sobre cooperativismo no Pará
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Como continuidade do planejamento participativo para o desenvolvimento comunitário, junto a cooperativas e associações comunitárias, o Instituto Beraca ofereceu oficinas de precificação e gestão de cooperativas em duas comunidades produtivas no interior do Pará, nos Municípios de Abaetetuba e Bragança. Quem acompanhou de perto essa mobilização foi Marcus Pereira, Assessor de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas do Instituto Beraca, que se reuniu com as entidades, buscando formas de fomentar o empreendedorismo comunitário.

As oficinas tiveram intuitos diferentes: em Bragança a demanda foi de capacitações e orientações sobre como potencializar atividades cooperadas; e em Abaetetuba a proposta é de estruturar uma cooperativa entre atuais fornecedores de matéria-prima.

Nesta comunidade foi possível conversar com empreendedores locais que já trabalham com coletas de frutos tradicionais. Abaetetuba é uma ilha e se une em torno do agro extrativismo, por isso a conversa sobre organização e planejamento de produção para potencializar o empreendedorismo e ainda estimular a formação de cooperativas para gestão dos negócios.

Em Bragança o encontro foi para a reestruturação dos processos produtivos locais. As oficinas mobilizaram cooperados e coletores (pessoas que colhem frutos e sementes) e trataram de assuntos importantes, como a gestão financeira, o cooperativismo, o planejamento organizacional e o planejamento da safra.

Para Marcus, a maior motivação dessa vivência com as comunidades é formalizar as associações, afinal, ao se organizarem, estes grupos podem acessar mais benefícios, como isenções ou estímulos governamentais, além de facilitar a compra e venda de produtos com um valor agregado a eles. Pensar numa estrutura de cooperativa significa dividir a responsabilidade entre  todos os envolvidos na prática agro extrativista, compartilhando cuidados e também benefícios.

Desta experiência destacam-se alguns grupos de coletores, que num momento anterior foram orientados pela Beraca sobre o processo produtivo de cosméticos e hoje garantem uma renda estável por meio da comercialização destes produtos. Um retorno do cuidado e do acompanhamento das comunidades e entidades envolvidas com a Beraca.

As oficinas levaram mais qualidade para todos os processos produtivos envolvidos nas comunidades e encaminhou a compra da safra. Marcus acredita que a oficina é uma ferramenta de gestão e planejamento de negócios importante para que as comunidades se coloquem mais fortes, autonomas e independentes nas relações com seus compradores, permitindo maior controle, segurança e rentabilidade na safra. Neste caso, a ideia é que tanto Abaetetuba quanto Bragança forneçam produtos naturais de forma sustentável à Indústria.