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Projeto Conexão Babaçu

Empreendedorismo cultural da comunidade direto para a capital

  • Projeto Conexão Babaçu
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As comunidades no Brasil enfrentam um desafio cada vez mais latente para resistir em suas terras, sem recorrer ao desmatamento. O uso de suas línguas ancestrais, a continuação de rituais espirituais ou a confecção de artesanatos milenares são formas de manter a cultura e identidade dessas comunidades vivas, mesmo diante de tantos descuidados com os povos indígenas. Agora, com a valorização dessas tradições por mercados de nicho, novas oportunidades se abrem.

A favor dessa estruturação autônoma de comunidades, O Instituto Beraca assinou convênio que efetiva a parceria com a  Fundação Aron Birmann, administradora do Parque Burle Marx, em São Paulo, para a instalação e manutenção de um ponto de venda de artesanatos vindos de comunidades indígenas, principalmente colares e pulseiras de babaçu, cupuaçu, coco, açaí e olho de boi.

Graças a pulseira de casca de cupuaçu postada no Facebook do IB e apreciada pelo criador da Fundação Aron Birmann, surgiu a ideia de trazer 20 unidades da pulseira para um teste no Parque, que deu certo e hoje se amplia, com a loja Conexão Babaçu.

O Instituto Beraca identifica os fornecedores, faz uma curadoria dos produtos e peças produzidas e transporta até o Parque Burle Marx para comercialização. A maior parte do valor da venda vai para a comunidade (em média 70%) e a outra cobre os custos administrativos de comercialização e manutenção do ponto de venda.  

Até o momento quatro comunidades são fornecedoras das peças, cada uma com sua especialidade: a comunidade de Santa Luzia, em Tomé Açu, no Pará, produz a pulseira de casca de cupuaçu; a comunidade indígena dos Paiter-Suruí, em Rondônia, usa o babaçu como matéria prima de suas artes; a Cooperativa de Artesãos do Alto Marajó, também no Pará, com um extrativismo diferente, que envolve as diversas ilhas e suas marés ricas em material orgânico dos rios para o artesanato como sementes de açaí e de olho de boi; e ainda as comunidades do interior do Piauí, que na tentativa de conviver melhor com a seca agora investem em atividades rurais não agrícolas da caatinga, agregando sementes e madeiras nativas no artesanato.

O Instituto Beraca é uma entidade sem fins lucrativos que entende a importância  de se estruturar ações de empreendedorismo social e de defesa do meio ambiente, seja na geração de renda para as comunidades, seja no bem estar do universo e a superação de situações extremas, como a seca, ou ainda na redução do desmatamento, ao oferecer oportunidades de geração de renda para as famílias. Assim, se os produtos não agrícolas e não madeireiros geram renda, se diminui o desmatamento.

A Beraca, empresa fundador do Instituto Beraca, sempre trabalhou com a matéria prima das comunidades, trabalhando direto com o produto final. Nesta parceria, O IB oferece para as comunidades distribuidoras uma espécie de consultoria de comercialização dos produtos não agrícolas, como é o caso do artesanato.  

A loja Conexão babaçu será inaugurada dia 25 de novembro, quem estiver por perto de São Paulo, não deixe de visitar o Parque Burle Marx, e veja como o empreendedorismo promove autonomia e desenvolvimento local para diversas localidades do nosso país.